Papéis Invertidos
16-02-2011 12:01
Eu fui chegando, assim, como quem não quer nada.
Quis dizer que, assim como ele,
Andava meio descrente de tudo.
Achando que nem com muito esforço,
Era possível ver graça.
Fui bem solidária.
Que a tristeza dele estava mais visível que a minha
E ele andava naqueles dias de TPM de homem,
Difícil de explicar.
Cheguei com um poema,
Misturando com doçura as palavras.
Falando do que importa na vida: o amor e mais nada.
Cantei uns três versinhos,
Escritos com a minha letra cursiva, magrinha, letrinha de dieta.
Ele é tão querido. Já me deu tanto conselho de irmão mais novo,
Que já viveu poucas e boas na vida.
Eu queria agradecer e mostrar meu carinho.
Fazer sumir, assim, como num encanto, todo desânimo e qualquer desesperança.
Mas era tarde demais.
Foi ele quem me pegou no colo e mostrou sua força de irmão mais novo.
Eu concordei, que andava cansada de travar batalhas e fazer o tipo durona.
Estava pronta pra descansar em seus braços fortes de homem de bem.